Arranha Céus | J.G. BAllard | 1975 / Trad. Marta Mendonça, Rute Mota
O tempo do idealismo, o optimismo tornado barbárie.
A humanidade degradada e incapaz de escapar à natureza.
A liberdade é tão mais preciosa quanto Eros e tanathos não se eximem a exterminá-la.
Michael Wolf
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dysfunction follows form
- | João Amaro Correia / 22.1.16
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- Labels: a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, arquitectura, J.G. Ballard
A dura poesia concreta de tuas esquinas
- | João Amaro Correia / 6.1.16
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- Labels: arquitectura
this is how we were meant to live
Lote 4 | S. Mateus da Calheta, Terceira, Açores / 2008
Miguel met us at the airport to give us the key, as well as a gift of fruit to welcome us. We have stayed in 5-star hotels, and some beautiful AirBnbs, but this was the pièce de résistance, a 4-bedroom, 3-bathroom designer home easily twice as big as our large home. All geometric angles at times with dizzying effects, with 16 foot ceilings, there was a terrace for three of the bedrooms and a large yard that overlooked forest and sea. Warm mahogany floors, stark white walls and drapes, beautiful ceramic and stone tiling, carrera marble, a huge contemporary fireplace, and top-of-the-line fixtures and dishware--this is how we were meant to live. Cleverly designed, we had total privacy despite being a home with 10-foot high glass walls that opened up in all directions. We took the opportunity to wash our clothes and let them dry in total peace under a warm sun and a blue sky, with a lively breeze keeping us perfectly comfortable. The UNESCO designated early 15th-Century, Angra do Heroísmo, the first European City in the Atlantic and the festival in nearby Praia da Vitoria, would have to wait. Fresh pineapple and espresso for breakfast, it was PERFECTION.
Our stay at Miguels modern villa was fantastic and very comfortable. Miguel is a great host, who even provided extra furniture for us to use, and helped us with everything we needed. The house is very spacious, homely, comfortable and clean. The garden looks out over a small forest and gives the feeling you are staying in the forest canopy. Lots of bird concerts, and good place to spot bats. Definately recommended! Thanks for everything Miguel!
Airbnb | São Mateus da Calheta, Açores, Portugal
Miguel met us at the airport to give us the key, as well as a gift of fruit to welcome us. We have stayed in 5-star hotels, and some beautiful AirBnbs, but this was the pièce de résistance, a 4-bedroom, 3-bathroom designer home easily twice as big as our large home. All geometric angles at times with dizzying effects, with 16 foot ceilings, there was a terrace for three of the bedrooms and a large yard that overlooked forest and sea. Warm mahogany floors, stark white walls and drapes, beautiful ceramic and stone tiling, carrera marble, a huge contemporary fireplace, and top-of-the-line fixtures and dishware--this is how we were meant to live. Cleverly designed, we had total privacy despite being a home with 10-foot high glass walls that opened up in all directions. We took the opportunity to wash our clothes and let them dry in total peace under a warm sun and a blue sky, with a lively breeze keeping us perfectly comfortable. The UNESCO designated early 15th-Century, Angra do Heroísmo, the first European City in the Atlantic and the festival in nearby Praia da Vitoria, would have to wait. Fresh pineapple and espresso for breakfast, it was PERFECTION.
Our stay at Miguels modern villa was fantastic and very comfortable. Miguel is a great host, who even provided extra furniture for us to use, and helped us with everything we needed. The house is very spacious, homely, comfortable and clean. The garden looks out over a small forest and gives the feeling you are staying in the forest canopy. Lots of bird concerts, and good place to spot bats. Definately recommended! Thanks for everything Miguel!
Airbnb | São Mateus da Calheta, Açores, Portugal
- | João Amaro Correia / 12.8.15
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- Labels: arquitectura, paisagem
esterilidade
Deixarmos como legado a ruína. E também o asfalto betuminoso.
Talvez o programa - «vias de comunicação» - paradigmático do modernismo: o pragmatismo da máquina automóvel e da performance da velocidade, a celebração da técnica como progresso social. O esplendor do funcionalismo.
Se recorrermos a épocas anteriores verificamos a «polissemia» dos espaços. Como se um convento pudesse ser outra coisa que cada tempo assim o ditasse. Ou um palacete de outrora se dispusesse a servir agora de sede de uma qualquer instituição ou empresa. Uma auto-estrada será sempre uma auto-estrada. Sem possibilidade de reapropriação pela necessidade de cada geração.
Recorrendo a Tafuri e à topologia como declaração social, as auto-estradas revelam a esterilidade modernista.
- | João Amaro Correia / 25.7.15
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- Labels: arquitectura, paisagem, relativismo
notas sobre o deserto: o garrote
O dinheiro é o deus.
Os mercados a sua religião.
Os milhões de desempregados as vítimas sacrificiais sobre o seu altar.
Pode um sistema social representar-se pela arquitectura? Sabemos que os regimes de todos os tipos e de todos os tempos se quiseram perenes pela inscrição na pedra. E é evidência histórica que a arquitectura pode ser posta ao serviço da auto-celebração destes.
O que é novo no actual quadro cultural, político e ideológico, (cocktail ambíguo e pouco evidente de liberalismo financeiro radical e depravado marxismo cultural), é o zelo com que induz a sua própria dissimulação. A pretensão em naturalizar-se por forma a tornar-se auto-evidente. Esta atmosfera cultural é induzida nas sociedades apresentando-se como o modo natural de relacionamento humano e fonte natural de todas formas sociais e, nesse sentido, explicação única do mundo.
Por via do enfraquecimento e erradicação de qualquer vínculo afectivo e simbólico do indivíduo, diluído na massa alienada e narcotizada pelo consumo - tudo se reduz ao seu valor utilitário, mensurável e contabilizável, num infernal deve-e-haver que, no fim de contas, literalmente, transforma toda a realidade em dinheiro – geram-se as condições ideais para a atomização social e para a intensificação do caracter totalitário do poder. Sem termos dado conta disso a única liberdade de que hoje verdadeiramente dispomos é a de consumir (aquilo que nos dizem para consumirmos).
Estas ruínas da Grécia contemporânea, para além de todo o sentimentalismo e/ou humanismo vazio com que nos são apresentadas – também ideologicamente (e não há meio de se exterminarem todas as ideologias e este palavrão do jargão marxista?) – apresentam-nos com meridiana clareza o poder destrutivo do actual regime, enfim, ideológico. A asfixia que abre caminho por entre as ruínas que ela própria ergueu.
O que antes do terramoto da Troika era projectado como lugar de ostentação de status dos mais afluentes atenienses é hoje um escombro dessa proposta social que era já em si o ninho da serpente da fractura social. O dinheiro como divisor social único, o consumo como única via para a construção pessoal e de relação do indivíduo com o mundo. A arquitectura reduzida a pobre palco desta representação do mundo, num perverso trade off acrítico e auto-idulgente. Os recursos materiais duplamente elididos como um processo de reciclagem invertido e cada vez mais oneroso ambiental e economicamente. A perpetuação do fortuito, do supérfluo, do excesso, da arrogante e putatitva super-abundância das sociedades europeias numa paisagem ferida e agonizante.
A miséria não reside na escassez material mas antes na degradação com que paulatinamente fomos sujeitando a realidade às nossas representações e olhar cada vez mais narcísicos e desafectados dos próximo e do mundo.
Seja pelo inesperado ausente ao tempo do projecto, seja pela melancolia da representação da ruína como experiência da ausência e da perda em relação à história, as ruínas são lugares de beleza. O paradoxo destas contemporâneas ruínas gregas é a radical antecipação histórica dessa perda e a manifestação imediata do estado de falência cultural com que hoje projectamos o mundo. E a ruína-nova como representação arquitectónica deste tempo.

Abandoned Nest | Panayis Chrysovergis / 2015
Os mercados a sua religião.
Os milhões de desempregados as vítimas sacrificiais sobre o seu altar.
Pode um sistema social representar-se pela arquitectura? Sabemos que os regimes de todos os tipos e de todos os tempos se quiseram perenes pela inscrição na pedra. E é evidência histórica que a arquitectura pode ser posta ao serviço da auto-celebração destes.
O que é novo no actual quadro cultural, político e ideológico, (cocktail ambíguo e pouco evidente de liberalismo financeiro radical e depravado marxismo cultural), é o zelo com que induz a sua própria dissimulação. A pretensão em naturalizar-se por forma a tornar-se auto-evidente. Esta atmosfera cultural é induzida nas sociedades apresentando-se como o modo natural de relacionamento humano e fonte natural de todas formas sociais e, nesse sentido, explicação única do mundo.
Por via do enfraquecimento e erradicação de qualquer vínculo afectivo e simbólico do indivíduo, diluído na massa alienada e narcotizada pelo consumo - tudo se reduz ao seu valor utilitário, mensurável e contabilizável, num infernal deve-e-haver que, no fim de contas, literalmente, transforma toda a realidade em dinheiro – geram-se as condições ideais para a atomização social e para a intensificação do caracter totalitário do poder. Sem termos dado conta disso a única liberdade de que hoje verdadeiramente dispomos é a de consumir (aquilo que nos dizem para consumirmos).
Estas ruínas da Grécia contemporânea, para além de todo o sentimentalismo e/ou humanismo vazio com que nos são apresentadas – também ideologicamente (e não há meio de se exterminarem todas as ideologias e este palavrão do jargão marxista?) – apresentam-nos com meridiana clareza o poder destrutivo do actual regime, enfim, ideológico. A asfixia que abre caminho por entre as ruínas que ela própria ergueu.
O que antes do terramoto da Troika era projectado como lugar de ostentação de status dos mais afluentes atenienses é hoje um escombro dessa proposta social que era já em si o ninho da serpente da fractura social. O dinheiro como divisor social único, o consumo como única via para a construção pessoal e de relação do indivíduo com o mundo. A arquitectura reduzida a pobre palco desta representação do mundo, num perverso trade off acrítico e auto-idulgente. Os recursos materiais duplamente elididos como um processo de reciclagem invertido e cada vez mais oneroso ambiental e economicamente. A perpetuação do fortuito, do supérfluo, do excesso, da arrogante e putatitva super-abundância das sociedades europeias numa paisagem ferida e agonizante.
A miséria não reside na escassez material mas antes na degradação com que paulatinamente fomos sujeitando a realidade às nossas representações e olhar cada vez mais narcísicos e desafectados dos próximo e do mundo.
Seja pelo inesperado ausente ao tempo do projecto, seja pela melancolia da representação da ruína como experiência da ausência e da perda em relação à história, as ruínas são lugares de beleza. O paradoxo destas contemporâneas ruínas gregas é a radical antecipação histórica dessa perda e a manifestação imediata do estado de falência cultural com que hoje projectamos o mundo. E a ruína-nova como representação arquitectónica deste tempo.

Abandoned Nest | Panayis Chrysovergis / 2015
- | João Amaro Correia / 24.7.15
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- Labels: arquitectura, paisagem, relativismo
egolatria
Ia dizer que a perda da arquitectura, dos arquitectos, reside numa pobre visão cultural do mundo. Mas talvez não seja exactamente assim.
Provavelmente a arquitectura, os arquitectos, têm-na. E corresponde rigorosamente à estação da História que atravessamos. Ao tempo em que a categoria do Belo é preterida pelo grotesco, pela megalomania, pela avidez, pela ganância, pela estupidez, pelo ridículo, pelo narcisismo radical e egomaníaco, pelo exaurir de recursos humanos, materiais e naturais, pelo irrisório. Pela indiferença. Pelo supérfluo. Pelo nihilismo.
Não errarei se pensar que categoria central do pensamento arquitectónico contemporâneo é a abjecção. No que não diferirá do das artes plásticas.
Por exemplo,
Cancer Centre | David Adjaye / Ruanda
Estádio Olímpico de Tóquio | Zaha Hadid / Japão
Centro de Artes - Fundação EDP | Amanda Levete / Lisboa
coincidentemente, (ou não), quase sempre inciciativas de instituições do estado ou de poderosíssimas multinacionais que escapam ao escrutínio das comunidades onde pretendem intervir. As mais das vezes, os mesmos arquitectos que quando não estão a exaltar o seu ego se ocupam em leccionar sobre o progresso moral das nossas sociedades e o papel que nelas tem o poder transformador da arquitectura.
Enfim, é nosso o tempo da indigência cultural.
Provavelmente a arquitectura, os arquitectos, têm-na. E corresponde rigorosamente à estação da História que atravessamos. Ao tempo em que a categoria do Belo é preterida pelo grotesco, pela megalomania, pela avidez, pela ganância, pela estupidez, pelo ridículo, pelo narcisismo radical e egomaníaco, pelo exaurir de recursos humanos, materiais e naturais, pelo irrisório. Pela indiferença. Pelo supérfluo. Pelo nihilismo.
Não errarei se pensar que categoria central do pensamento arquitectónico contemporâneo é a abjecção. No que não diferirá do das artes plásticas.
Por exemplo,
Cancer Centre | David Adjaye / Ruanda
Estádio Olímpico de Tóquio | Zaha Hadid / Japão
Centro de Artes - Fundação EDP | Amanda Levete / Lisboa
Triangle - Mairie de Paris | Herzog & de Meuron / Paris
coincidentemente, (ou não), quase sempre inciciativas de instituições do estado ou de poderosíssimas multinacionais que escapam ao escrutínio das comunidades onde pretendem intervir. As mais das vezes, os mesmos arquitectos que quando não estão a exaltar o seu ego se ocupam em leccionar sobre o progresso moral das nossas sociedades e o papel que nelas tem o poder transformador da arquitectura.
Enfim, é nosso o tempo da indigência cultural.
- | João Amaro Correia / 23.7.15
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- Labels: arquitectura, relativismo
da ironia
AT&T Building | Philip Johnson | Nova Iorque / 1984
O Pós-Modernismo é uma puta velha e tonta que ninguém visita e não morre.
O Pós-Modernismo é uma puta velha e tonta que ninguém visita e não morre.
- | João Amaro Correia / 21.7.15
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- Labels: arquitectura, relativismo
maison perversion
Admitir a Glass House como manifesto queer avant-la-lettre poderia não passar de uma blague drole não fossem os tempos de chumbo do revolucionário processo de inversão em curso que vivemos. E não se afiguraria mais sério se o caso não fosse o da hegemonia académica, mediática e política, da alucinada proposta revolucionária, ainda que edulcorada em doses massivas de sentimentalismo e consumismo aparentemente emancipador mas, em rigor, absolutamente alienantes.
A perversão de fundamentar uma tese numa visão particular do mundo em vez de a abrir, justamente, à surpresa do mundo e da realidade é, de facto, a perigosíssima doença que varre toda a comunidade científica, sobretudo nas humanidades. Enfim, o camp não nega o seu grotesco.
Fundamentar no desenho arquitectónico uma possibilidade redentora é sortilégio da mesma extracção com que Platão ergueu Kallipolis na sua República: uma cidade dirigida pelo filósofo-legislador o qual, arbitrariamente, define o que é o Bem, logo a justiça.
Excluindo a ideia de Bem da sua fonte transcendental abrem-se as portas a todas as arbitrariedades. A pretensão revolucionária produz, ao fim de contas, a redução do homem a si mesmo, através da hostilização e anulação das instituições naturais intermédias, abandonando-o, só, perante a máquina totalitária do Estado.
Em parecendo descabido, o recurso à Atenas do Séc. V a.C. para se chegar a New Canaan, Connecticut faz todo o sentido se nos ativermos à visão moderna do arquitecto e da própria arquitectura. A ilusão heróica e redentora, o vício pedagógico e transformador, que perseguirá o homem sempre que se esqueça da sua inexorável natureza servil. Já em Platão se exibia a visão totalitária que os sacerdotes impostores do progressismo e do experimentalismo social, com o seu cortejo de santos, pecadores e horrores, nos apresentam como libertadora.
Oikema, Maison du Plaisir | Claude-Nicolas Ledoux /1789
Nem Ledoux, por exemplo, chegou tão longe na engenharia social.
A perversão de fundamentar uma tese numa visão particular do mundo em vez de a abrir, justamente, à surpresa do mundo e da realidade é, de facto, a perigosíssima doença que varre toda a comunidade científica, sobretudo nas humanidades. Enfim, o camp não nega o seu grotesco.
Fundamentar no desenho arquitectónico uma possibilidade redentora é sortilégio da mesma extracção com que Platão ergueu Kallipolis na sua República: uma cidade dirigida pelo filósofo-legislador o qual, arbitrariamente, define o que é o Bem, logo a justiça.
Excluindo a ideia de Bem da sua fonte transcendental abrem-se as portas a todas as arbitrariedades. A pretensão revolucionária produz, ao fim de contas, a redução do homem a si mesmo, através da hostilização e anulação das instituições naturais intermédias, abandonando-o, só, perante a máquina totalitária do Estado.
Em parecendo descabido, o recurso à Atenas do Séc. V a.C. para se chegar a New Canaan, Connecticut faz todo o sentido se nos ativermos à visão moderna do arquitecto e da própria arquitectura. A ilusão heróica e redentora, o vício pedagógico e transformador, que perseguirá o homem sempre que se esqueça da sua inexorável natureza servil. Já em Platão se exibia a visão totalitária que os sacerdotes impostores do progressismo e do experimentalismo social, com o seu cortejo de santos, pecadores e horrores, nos apresentam como libertadora.
Oikema, Maison du Plaisir | Claude-Nicolas Ledoux /1789
Nem Ledoux, por exemplo, chegou tão longe na engenharia social.
- | João Amaro Correia / 21.7.15
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- Labels: arquitectura, relativismo
shoreline
Projecto de licenciamento para Castelo de Areia | Renzo Piano
É apenas uma questão de escala. Uma questão da natureza do tempo. É esta a condenação da arquitectura: erguer ilusões.
Go home and don’t look back.
É apenas uma questão de escala. Uma questão da natureza do tempo. É esta a condenação da arquitectura: erguer ilusões.
Go home and don’t look back.
- | João Amaro Correia / 14.7.15
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- Labels: a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, arquitectura, Renzo Piano
Verão de 1939
Le Corbusier pintando um fresco na Villa E-1027 de Eileen Gray, Verão de 1939
Provavelmente nem será uma questão de ideologia. Pragmatismo, talvez. Oportunismo, certamente.
Mais que tudo, talvez até mais que arquitecto, Le Corbusier é um publicista. O maior da história da arquitectura. E realizou com tanta pertinência e eficácia o métier que os pressupostos da sua arquitectura se tornaram hegemónicos e, como não dizer, totalitários.
E não nos preocupemos, a linha de sucessão foi excelentemente ocupada.
Mais que tudo, talvez até mais que arquitecto, Le Corbusier é um publicista. O maior da história da arquitectura. E realizou com tanta pertinência e eficácia o métier que os pressupostos da sua arquitectura se tornaram hegemónicos e, como não dizer, totalitários.
E não nos preocupemos, a linha de sucessão foi excelentemente ocupada.
Parecerão, contudo, inquietantes estas eventuais patéticas tentativas de desvendar em pormenor o homem por de trás da obra. Repare-se: o seu pensamento, totalitário, é evidentemente, tirânico; consequentemente a obra é megalómana e, ela própria, tirânica. Mas ainda assim capaz da beleza perene e do milagre do belo que consola.
É bem provável que em todos os desertos do mundo nasçam flores. E "perdoa-se tanta coisa em nome da beleza". Quanto ao mais, deixe-se os mortos aos mortos, os fantasmas aos fantasmas, que o belo é para todos.
É bem provável que em todos os desertos do mundo nasçam flores. E "perdoa-se tanta coisa em nome da beleza". Quanto ao mais, deixe-se os mortos aos mortos, os fantasmas aos fantasmas, que o belo é para todos.
- | João Amaro Correia / 13.7.15
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- Labels: a beleza salvará o mundo, a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, arquitectura, Le Corbusier
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