Deixarias que te lavassem os pés?
























































onde o vento do amador bate no alto da janela


é uma cortina


Porque o amador é tudo, e a coisa amada


Transforma-se em noite extintora.


das mulheres sentadas.


a coluna vertebral e o espírito


É o espaço de um castiçal,


E a coisa amada é uma baía estanque.


Transforma-se o amador. Corre pelas formas dentro.



de todas as coisas mortas.


criando a carne em extremas atmosferas, acima


e sente-se o espírito imortal do amor


O amador transforma-se de instante para instante,


silêncio da sua última vida.


E cobre esse ruído rudimentar com o assombrado


e das ardentes pedras que tem dentro de si.


e silêncio. Traz o barulho das ondas frias


as mãos que relampejam no escuro. Traz ruído


feroz sorriso, os dentes,


«Transforma-se o amador na coisa amada» com seu


de beleza.


e morrer com um pouco, um pouco



na aprendizagem da paciência de vê-las erguer


junto ao modelo das searas,



entre um incêndio,


Falemos de casas como quem fala da sua alma,


como uma secreta eternidade.


até uma baía fria - que talvez não exista,


celestes que fulguram lentamente


Casas são rios diuturnos, nocturnos rios


nos abandona para sempre


para cheirar muito cedo, ou à noite, quando a esperança


Falemos de casas, da morte. Casas são rosas


- E de tudo os espelhos são a invenção mais impura.


está longe da canção que era preciso escrever.


doce e obsessiva - tudo isso


Mas casas, arquitectos, encantadas trocas de carne


sobre as águas ao comprido do céu.


- E as casas levantam-se



da inspiração


arrefeciam o resto do ano, eram breves os mestres


com o junquilho original,


Só um instante em cada primavera se encontravam


ardendo devagar.


comovidos, difíceis, dadivosos,


tocando uns nos outros -