«Transforma-se o amador na coisa amada» com seu


de beleza.


e morrer com um pouco, um pouco



na aprendizagem da paciência de vê-las erguer


junto ao modelo das searas,



entre um incêndio,


Falemos de casas como quem fala da sua alma,


como uma secreta eternidade.


até uma baía fria - que talvez não exista,


celestes que fulguram lentamente


Casas são rios diuturnos, nocturnos rios


nos abandona para sempre


para cheirar muito cedo, ou à noite, quando a esperança


Falemos de casas, da morte. Casas são rosas


- E de tudo os espelhos são a invenção mais impura.


está longe da canção que era preciso escrever.


doce e obsessiva - tudo isso


Mas casas, arquitectos, encantadas trocas de carne


sobre as águas ao comprido do céu.


- E as casas levantam-se



da inspiração


arrefeciam o resto do ano, eram breves os mestres


com o junquilho original,


Só um instante em cada primavera se encontravam


ardendo devagar.


comovidos, difíceis, dadivosos,


tocando uns nos outros -


ao lado uns dos outros, sorrindo enigmaticamente,


imaginavam bem a pureza com homens e mulheres


de animais e estrelas


restituidores deslumbramentos em presença da suspensão


da alma, comportavam em si


Traziam o sal, os construtores



nome profuso entre as paisagens inclinadas.


Falemos de casas. É verão, outono,


múltiplas, as caras ardendo nas velozes / iluminações


onde os próprios arquitectos se desfazem com suas mãos


da terra


vergando a demorada cabeça para os rios misteriosos



se esgotará cada casa, esbulhada de um fogo,


no seu casamento solar, assim


Como um girassol, elaborado para a bebedeira, insistente


- Estas casas serão destruídas.


Alguém lera livros, poemas, profecias, mandamentos, inspirações.


Alguém chegara do estrangeiro, coberto de pó.


Alguém viera do mar.


Alguém trouxera cavalos, descendo os caminhos da montanha.


uma beleza contra a força divina?


para que se faça uma ordem, uma duração