
ninharias

Architecture is a very good test of the true strength of a society, for the most valuable things in a human state are the irrevocable things—marriage, for instance. And architecture approaches nearer than any other art to being irrevocable, because it is so difficult to get rid of. You can turn a picture with its face to the wall; it would be a nuisance to turn that Roman cathedral with its face to the wall. You can tear a poem to pieces; it is only in moments of very sincere emotion that you tear a town-hall to pieces. A building is akin to dogma; it is insolent, like a dogma. Whether or no it is permanent, it claims permanence like a dogma. People ask why we have no typical architecture of the modern world, like impressionism in painting. Surely it is obviously because we have not enough dogmas; we cannot bear to see anything in the sky that is solid and enduring, anything in the sky that does not change like the clouds of the sky.
Tremendous Trifles, G.K. Chesterton |
quarto escuro
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[Tour sins Fins, Jean Nouvel, 1989, still extraído de Until the End of the World, Wim Wenders, 1991] |
Vinha a pensar como é estranho ter sido na era da interpretação dos sonhos que se tenha deixado de construir casas que abrigassem segredos. Mas e daí - que sei eu?, agora eles, os segredos, são televisionados - , possa essa ser a exacta razão: a tentativa – tentação – de desvelar e desocultar o interior mais de dentro que transportamos. Tentativa, ainda não chegámos lá. Talvez que só lá se chegue no exacto momento que se conseguir entender o momento zero do Universo inteiro – dói-me a cabeça, dói-me o Universo? Tentação, caímos por causa de uma árvore dava o fruto do conhecimento, e cairemos até à última hora. E agora Adão é Jobs e a maçã trincada é uma brand da industriosa inteligência humana. Eva?, visitem sites pornográficos, há por lá muitas, e todas televisionadas no verso reverso da maçã trincada. O império da razão impede-nos da irrazoabilidade. O real tornado lógico como casas sem muros. A religião ateia incinerou o mistério. Não haverá nada debaixo do Sol, ou acima deste, ou nos abismos, que se furte ao nosso olhar. Tudo está ao alcance do conhecimento e das lentes, objectivas, com que olhamos. Tudo compreensível, irrepreensivelmente reconhecível. Condenados ao olhar permanente – big brother’s watchin’ you – nem pedras podemos atirar às paredes de vidro alheias. Ou podemos? Mas, outra vez, a realidade é uma besta, os homens também, e o mistério mais denso que a lógica, a sombra mais extensa que a luz. Recolhamos à meia-luz dos nossos quartos secretos. É lá que sucedem os milagres que transcendem a lógica. |
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