psicoTRÓPICOS*
[Estética da ginga - A arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica, Paola Berenstein Jacques, 2007]
Pode até ser romântica, sentimental, esta proposta de pensar a favela, a arquitectura da favela e a sua relação com a cidade de baixo, a partir dos movimentos do samba e da dança, no movimento contorcionado que ocorre quando se percorre a favela. A aproximação à obra de Hélio Oiticica como construção de uma teoria arquitectónica, a partir dos acontecimentos [cf. Deleuze/Guatari e o acontecimento como o que faz actuar o pensamento] do abrigo fragmento, favela labirinto, cidade rizoma, e como construção de um pensamento e de um conceito da cidade que escapa aos códigos binários do que é ou não é arquitectura, do que é ou não é cidade, sugere, antes de tudo a riqueza do mundo que foge do cânone erudito das arquitecturas e das formas cultas com que se pensa a arquitectura e as cidades. (Ou o cânone da especulação.) A ordem é pensar e procurar pensável o imprevisto, o rasgo da necessidade e da urgência, a recolha dos materiais incoerentes, a precariedade, a heterotopia do arquitecto, o objecto anti-projecto. |
[Arquitetura kitsch: suburbana e rural, Dinah Guimaraens, Lauro Cavalcanti, 1979] Ocorreu-me o trabalho de Manuel Graça Dias à volta da casa do emigrante, o encontro com Arquitetura Kitsh. Há pelo menos a coincidência de trazer ao domínio da arte e da arquitectura o papel que a cultura de massas joga na construção do real. Que, sabemos, é mais vasto que a teoria e o desenho do arquitecto: o desejo. |
*Rio de Janeiro, 19.10.2010
Câmara Clara, RTP2, 30.09.2012
[Tropicália, Caetano Veloso, 1967]
desconstrução, desconstrução, desconstrução
[Walt Disney Concert Hall, Frank O. Gehry, Los Angeles, 2003]
Descubra as diferenças.
a alegoria do património*
[Loja Valentim de Carvalho, Tomás Taveira, Sá Nogueira, Herberto Helder, Cascais, 1968]
*Françoise Choay
estrada nacional
[...]
é um país, não há que errar, talhado
para a aventura de queimar
papéis e gente,
tão desigual como os outros.
os primeiros autocarros passam,
a manhã levanta devagar a cabeça,
os pássaros, não esqueçamos os pássaros,
passam, de viagem.
[Segundas Moradas, 5, António Franco Alexandre]
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